Empazeado

Empazeado

 

O cacho de flores roxas daí da porta tem sorte. Toca, sem que você perceba, seu rosto, ao sair. Como se soubesse o quanto queria eu sê-lo, também quer sentir a importância de te sentir.

E o sussurro da quaresmeira? A daqui mandou subir a serra. O vento torto que entrou logo cedo é o que de mim se despediu, indo entender o porquê de eu tanto suspirar. Também queria sentir. Soube que aquela  mão macia que sempre acaricia, não é mão, é comunhão, de tudo n’um… e o mundo empazeia-se.

Ambos, roubando minha vontade, ou por simples empatia.

É que te quero tanto, e tanto quero… que saudade é boba, é pouca, pro tamanho do meu desespero.

“Ambos, roubando minha vontade, ou por simples empatia.”

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